quarta-feira, 2 de outubro de 2013


Dicas Para Cuidar De Uma Pessoa Deprimida

A depressão é uma das doenças mais recorrentes do século XXI, afetando homens e mulheres de todas as idades. Quem sofre de depressão parece ter estagnado, não encontra forças para enfrentar o quotidiano e chega a pensar que a vida não tem qualquer significado. Lidar com uma pessoa deprimida não é fácil, mas também não é impossível.

1. Compreender a doença. A depressão é uma doença como qualquer outra e a melhor forma de lidar com uma pessoa deprimida é saber exatamente quais os efeitos que a depressão causa no doente, o que este sente e qual a melhor forma de lidar com tudo isso. Ler muito sobre o assunto, acompanhar a pessoa deprimida ao médico, participar em comunidades reais ou virtuais são as principais formas de compreender a depressão e saber dar resposta às angústias e necessidades da pessoa deprimida. Não saber o que é uma depressão e de que forma se manifesta, dificulta a compreensão dos comportamentos da pessoa deprimida.

2. Apoio emocional. A depressão não é uma doença que passa de um momento para o outro, ou seja, demora tempo a passar – meses e, em alguns casos, até anos. Durante esse tempo, aquilo que a pessoa deprimida mais necessita – para além do acompanhamento médico – é o apoio emocional de quem a rodeia. Compreensão, paciência e carinho são os fatores chaves para quem está a cuidar de uma pessoa deprimida. Mostre empatia, seja um bom ouvido, dê muitos abraços e, quando na dúvida sobre o que fazer ou dizer, pergunte sempre: “como posso ajudar?”.

3. Saber distinguir a pessoa da doença. É muito difícil lidar com e ajudar uma pessoa deprimida, principalmente quando ela expressa emoções tão intensas como a tristeza, pessimismo, raiva e frustração. Faça os possíveis para se lembrar que é a doença que está a falar e não a pessoa. Evite tentar convencer a pessoa deprimida que aquilo que sente não é real e que ela pode simplesmente “animar-se” para que isso passe. Em vez de dar conselhos e sugestões, mantenha-se neutro, ouça e ofereça-se para ajudar naquilo que for preciso.

4. Delinear um plano. Ninguém pode ficar sentado em casa à espera que uma depressão passe por si só ou que os medicamentos façam o seu efeito de um dia para o outro – se assim for, ela nunca desaparecerá. É preciso delinear um plano de ação em conjunto com a pessoa deprimida: é preciso saber quais são as coisas que parecem piorar a depressão e evitá-las, mas também perceber quais as atividades que dão um novo alento à pessoa deprimida e repeti-las. Outros cuidados básicos que podem melhorar a qualidade de vida de uma pessoa deprimida passam pela toma adequada e atentada dos medicamentos, fazer uma dieta alimentar saudável, dormir o suficiente, praticar exercício físico, participar numa terapia individual ou de grupo e ter algum tipo de agenda social. A depressão não precisa de ser uma doença incapacitante e é preciso vencê-la, um passo de cada vez.

5. Tempo de qualidade juntos. É crucial que a depressão não domine a vida da pessoa deprimida e nem a daquelas que diariamente convivem com essa pessoa. Quais são as coisas que normalmente fazem juntos? Façam-nas! Quantas mais vezes, melhor. A diversão é um dos melhores remédios para a depressão. Num estado de depressão é extremamente importante manter uma vida o mais normal e optimista possível. Normal é bom – não deixe que a pessoa deprimida coloque a sua vida em standby por causa da depressão.

6. Tarefas diárias. Para uma pessoa deprimida, até os gestos e rotinas mais mundanas do dia-a-dia se tornam um enorme suplício – tudo custa, tudo é demais, tudo é fonte de stress e não apetece fazer nada. Uma das formas mais simples de apoiar uma pessoa deprimida é ajudá-la com as suas pequenas tarefas diárias: pode ser algo tão simples como ir buscar os miúdos à escola, ajudá-lo a fazer o jantar, na limpeza da casa ou fazer as compras de supermercado. Ficará surpreendido com o efeito positivo que este tipo de ação terá numa pessoa deprimida, que se sentirá imediatamente mais aliviada.

7. Sair de casa. Uma pessoa deprimida tem uma enorme tendência para se desligar do mundo e fechar-se em casa, o que só dificulta ainda mais a situação. Quanto mais tempo a pessoa deprimida se isolar, mais difícil será ela voltar ao “mundo real”. Só o fato de estar ao ar livre e a apanhar sol já é extremamente benéfico para uma pessoa deprimida, mas pode ainda juntar a isso uma pequena caminhada, uma tarde de jardinagem, um almoço fora ou uma sessão de cinema com um grupo de amigos mais íntimos. Pode custar inicialmente, mas este tipo de atividades são uma lufada de ar fresco para a pessoa deprimida.

8. Cuidar de si. Quem cuida de uma pessoa que está doente, também precisa de se cuidar, caso contrário pode facilmente ficar fisicamente exausto, emocionalmente desgastado e com elevados índices de ansiedade e stress. É crucial que quem cuida de uma pessoa deprimida não concentre cada minuto do seu dia nessa pessoa, no seu estado e nos seus problemas – é necessário que continue a fazer a sua vida normal, sem descurar os momentos de lazer, sem sentimentos de culpa. Se sentir que já não consegue mais ou que precisa de uma pausa, peça apoio a um familiar ou amigo e descanse durante uns dias. Se não estiver em plena forma, não será grande ajuda para a pessoa deprimida.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Insônia é associada a um risco moderadamente aumentado de infarto
05 de janeiro de 2012 (Bibliomed). Poucos estudos prospectivos têm investigado a insônia em relação ao risco de doença cardíaca coronariana. Em um grande estudo populacional, foram avaliados os sintomas de insônia e o risco de infarto agudo do miocárdio (IAM). Os resultados foram publicados na revista Circulation.
52.610 homens e mulheres foram acompanhados e 2.368 IAM ocorreram durante os 11,4 anos de acompanhamento. Dificuldades de iniciar emanter o sono e ter uma sensação de sono não reparador foram associados com um aumento moderado do risco de IAM. As taxas de risco para IAM foram 1,45 para pessoas com dificuldades em iniciar o sono quase todas as noites, 1,30 paraaqueles com dificuldades de manter o sono quase todas as noites, e 1,27 para aqueles com uma sensação de sono não reparador mais de uma vez por semana em comparação com pessoas que nunca experimentaram estas dificuldades para dormir. Quando combinados os sintomas, uma associação dose-dependente foi observada entre o número de sintomas de insônia e o risco de IAM.
Assim, o estudo concluiu que a insônia é associada a um risco moderadamente aumentado de IAM.
Fonte: Circulation, Volume 124, 2011, Pages 2073-2081

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O QUE EU PENSO SOBRE DEPRESSÃO: quem já passou por essa terrível doença chamada "Depressão", que é a doença da alma, digo que também sou vítima dessa doença, que "ser feliz é não ter vergonha dos próprios sentimentos; ser feliz é não ter vergonha de falar de si mesmo".DEPRESSÃO Quando se olha o mundo de fora é muito fácil dizer o que se deve fazer,como e até quando.Achamos soluções para todo mundo, desde que não estejamos envolvidos.É fácil falar da dor que não sentimos, do amor que não perdemos, dos problemas que não temos e da vida que não vivemos.Somos assim muito sábios quando o espinho não está em nós!...Os altos e baixos são comuns a todo mundo.Ninguém vive em linha reta.E há pessoas que suportam mais facilmente as subidas e descidas da vida que outras, como umas pegam certas doenças e outras não.Há coisas que não se controla, pois se tivéssemos escolha, optaríamos sempre por uma vida sã.A depressão é uma doença como uma outra, não um capricho de quem deseja mais do que a vida pode oferecer.Só quem passou ou passa por isso sabe entender o que é.E como toda doença, deve ser reconhecida, entendida e tratada como tal.Infelizmente todo mundo não está preparado para ajudar em casos assim etentam resolveros problemas mostrando que há pessoas mais infelizes.Contudo, não é possível minimizar a dor de ninguém, fazendo-o comparar sua infelicidade com as misérias do mundo.Ninguém pode se sentir melhor porque do lado de fora há mais sofrimento.Se fosse assim, seria fácil ir dormir feliz a cada dia, bastando assistir ou ler jornais.É claro que muitas vezes vemos uma coisa triste e pensamos no quanto somos abençoados por não vivermos aquilo.Isso é normal para todo mundo, nos faz refletir sobre a realidade da vida.Mas se passamos nossa vida com comparações não vamos a lugar nenhum,pois sempre haverá parâmetros diferentes e acabaremos nos sentindo perdidos.Precisamos respeitar a dor e sentimento do outro, como respeitamos os limites do seu jardim.Cada vida é única, é própria.Podemos ajudar uma pessoa depressiva mostrando-lhe o lado belo da vida,dando-lhe razões para olhar além do horizonte, criar objetivos e acreditar neles.Podemos tirá-la do isolamento em que se encontra dando-lhe palavras de econforto e amizade, fazendo-a sentir-se amada e útil.Dizer a um depressivo que seus problemas são mínimos porque há coisas piores na vida não o fará sentir-se melhor.Quando Jesus se referiu à pessoas com problemas e ansiedades, mandou que olhassem os lírios dos campos e as aves no céu e se repousassem,apontou para coisas bonitas e alegres, nunca disse para olharem os necessitados. E Ele teve, também, Seu momento de dor, tristeza e lágrima, como todo ser humano.As soluções para os problemas começam com o reconhecimento deles.Ter amigos que possam compreender já é um passo na direção da cura.A compreensão da dor do outro leva-lhe segurança.E, segura, uma pessoa poderá se levantar e recomeçar seu caminho, com toda ajuda que ela deve ter.Depressão? Uma doença sim. E médicos são úteis. Amigos são preciosos. Orações são imprescindíveis. Deus nos abençoe...
Como conviver com um transtorno do humor
OS TRANSTORNOS do humor são assustadoramente comuns. Só para citar um exemplo, calcula-se que mais de 330 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão grave, condição caracterizada por tristeza devastadora e perda de prazer em realizar as atividades diárias. Estima-se que em 20 anos, depois das doenças cardiovasculares, a depressão será a moléstia que atingirá o maior número de pessoas. Não é de admirar que, entre as doenças mentais, a depressão seja considerada ‘tão comum quanto um resfriado’.
Em anos recentes, o distúrbio bipolar tem recebido maior atenção do público. Os sintomas dessa doença incluem flutuações drásticas de humor, que oscilam entre a depressão e a mania (euforia exagerada). “Na fase depressiva”, diz um livro recente publicado pela Associação Médica Americana, “a pessoa pode ter pensamentos suicidas recorrentes. Na fase maníaca, ela pode perder totalmente o senso crítico e não enxergar o dano causado pelas suas ações.”
Há estimativas de que o distúrbio bipolar afeta 2% da população dos Estados Unidos, o que significa que há milhões de pessoas com essa doença só naquele país. Mas as estatísticas não dão idéia do sofrimento das pessoas que têm de conviver com um distúrbio do humor.
Depressão — tristeza devastadora
A maioria de nós já nos sentimos tristes. Mas em geral o humor melhora em questão de horas ou dias. A depressão clínica, porém, é muito mais grave. Em que sentido? “Quem não tem depressão sabe que as flutuações de humor são passageiras”, explica o Dr. Mitch Golant. “Mas o indivíduo deprimido tem altos e baixos e alternâncias freqüentes de humor, como se estivesse num trem desgovernado, sem saber direito como ou quando — ou se — vai descer dele.”
Existem diversos tipos de depressão clínica. Algumas pessoas, por exemplo, sofrem do que é chamado de distúrbio afetivo sazonal, que se manifesta numa época específica do ano — geralmente no inverno. “As pessoas com esse distúrbio dizem que quanto mais perto do pólo ártico vivem, e quanto mais nublado o tempo, pior a depressão”, declara um livro publicado pela Sociedade Médica do Povo. “Embora o distúrbio afetivo sazonal tenha sido associado principalmente a dias sombrios de inverno, em alguns casos tem a ver com ambientes de trabalho escuros, dias nublados ou problemas de vista.”
Qual é a causa da depressão clínica? Não se sabe ao certo. Em alguns casos, fatores genéticos podem estar envolvidos. Contudo, na maioria das vezes, as experiências pelas quais a pessoa passa na vida parecem exercer grande influência. Observa-se também que essa doença atinge duas vezes mais mulheres do que homens. Mas isso não significa que os homens sejam imunes. Muito pelo contrário, calcula-se que entre 5% e 12% dos homens terão depressão clínica em alguma época de suas vidas.
Esse tipo de depressão afeta praticamente todos os aspectos da vida. “Ela abala profundamente a pessoa”, diz Sheila, que sofre de depressão. “Corrói a autoconfiança, a auto-estima, a capacidade de pensar com clareza e de tomar decisões. Quando se está no fundo do poço, ela pressiona ainda mais, só para ver se você agüenta.”
Às vezes a pessoa pode obter muito alívio desabafando seus sentimentos com alguém compreensivo. (Jó 10:1) Mesmo assim deve-se admitir que, quando fatores bioquímicos estão envolvidos, pensamentos positivos por si só não bastam para afastar a depressão. Na verdade, em tais casos, a pessoa não tem controle sobre o humor. Além disso, a própria pessoa pode se sentir tão confusa com a situação quanto os familiares e os amigos.
Tomemos o caso de Paula, uma mulher cristã que passou por fases incapacitantes de tristeza intensa antes de se diagnosticar a sua depressão. “Às vezes, depois das reuniões cristãs”, diz ela, “eu corria para o carro e chorava sem nenhum motivo. A solidão e a angústia que eu sentia eram insuportáveis. Embora tivesse prova suficiente de que tinha muitos amigos que se preocupavam comigo, eu simplesmente não conseguia enxergar isso.”
Algo similar aconteceu com Ellen, que teve de ser internada por causa da depressão. “Tenho marido, dois filhos e duas noras maravilhosas — e sei que todos eles me amam muito”, diz. Tudo indicava que ela não tinha motivos para se sentir infeliz e que era muito querida pela família. Mas quando a pessoa está deprimida, os pensamentos negativos — por mais descabidos que possam parecer — podem dominar a pessoa.
Não se deve desperceber o forte impacto que a depressão pode ter sobre os membros da família. “Quando alguém que você ama está deprimido”, escreve o Dr. Golant, “você praticamente vive na incerteza, pois nunca sabe quando a pessoa vai sair ou entrar numa crise depressiva. É possível que sinta um grande vazio — ou até mesmo tristeza e raiva — de que as coisas saíram do seu curso normal e talvez nunca mais voltem a ser como antes.”
Muitas vezes os filhos sabem quando o pai ou a mãe estão deprimidos. “A criança que tem mãe deprimida se torna muito sensível ao estado emocional da mãe e consegue detectar cada flutuação sutil e cada mudança de humor”, escreve o Dr. Golant. A Dra. Carol Watkins diz que os filhos cujo pai ou mãe são deprimidos têm “maior propensão a apresentar problemas de comportamento, dificuldade de aprendizagem e de relacionamento com colegas. Eles também têm maior probabilidade de serem depressivos.”
A imprevisibilidade dos distúrbios bipolares
A depressão clínica sem dúvida é um problema difícil. Mas quando é acompanhada por períodos de euforia, a doença é chamada de distúrbio bipolar. “A única coisa previsível a respeito do distúrbio bipolar é que ele é imprevisível”, diz Lucia, que tem essa doença. Nas fases de mania, diz o The Harvard Mental Health Letter, a pessoa “pode se tornar insuportavelmente inconveniente e dominadora, e a euforia descomedida e agitada pode facilmente transformar-se em irritabilidade ou raiva”.
Lenore se lembra das suas fases de mania. “Eu tinha uma energia inesgotável”, diz. “Muita gente me chamava de mulher-maravilha. As pessoas diziam: ‘Queria ser como você!’ Em geral me sentia poderosa, como se pudesse realizar qualquer coisa. Fazia exercícios sem parar. Dormia só duas ou três horas por noite, mas acordava com o mesmo pique.”
Mas depois de algum tempo, ela começou a se sentir melancólica. “No auge da euforia”, diz ela, “eu sentia uma agitação interna, não conseguia desligar. De uma hora para outra, o meu bom-humor se transformava em agressividade destrutiva. Ofendia alguém da família sem nenhuma razão aparente. Ficava furiosa, era grosseira e perdia todo o controle. Depois dessa explosão assustadora, de repente ficava cansada, chorosa e extremamente deprimida, me sentindo inútil e má. Ou então recobrava a alegria como se nada tivesse acontecido.”
Membros da família muitas vezes se sentem confusos com o comportamento imprevisível dos que têm distúrbio bipolar. Mary, cujo marido tem distúrbio bipolar, diz: “Às vezes fico confusa de ver meu marido alegre e comunicativo e daí, de repente, ficar desanimado e se fechar. É muito difícil aceitar que ele praticamente não tem controle sobre isso.”
Ironicamente, a própria pessoa se sente igualmente — se não mais — aflita com o problema. “Invejo pessoas que são equilibradas e estáveis”, diz Gloria, que sofre da doença. “Para quem tem distúrbio bipolar, os momentos de estabilidade são muito raros.”
O que causa o distúrbio bipolar? O componente genético é mais determinante do que na depressão. “De acordo com alguns estudos científicos”, diz a Associação Médica Americana, “os membros da família imediata — pais, irmãos ou filhos — dos que têm depressão bipolar correm de 8 a 18 vezes maior risco de desenvolver a doença do que os parentes próximos das pessoas saudáveis. Além disso, a pessoa que tem alguém na família imediata com depressão bipolar pode ser mais vulnerável a depressão profunda.”
Diferentemente da depressão, o distúrbio bipolar parece afetar homens e mulheres na mesma proporção. Na maioria dos casos, a doença se manifesta no início da fase adulta, mas pode acometer adolescentes e até crianças. No entanto, mesmo para os especialistas, não é nada fácil analisar os sintomas e chegar a um diagnóstico correto. “O distúrbio bipolar é o camaleão dos transtornos psiquiátricos. Os sintomas variam de um paciente para outro, e o mesmo paciente pode apresentar sintomas diferentes a cada episódio”, escreve o Dr. Francis Mark Mondimore, da Universidade Johns Hopkins de Medicina. “Ele pode acometer a pessoa com melancolia profunda, desaparecer por anos, e daí atacar novamente — mas com uma euforia desmedida.”
Torna-se claro que os transtornos do humor são difíceis de diagnosticar, e conviver com eles pode ser ainda mais difícil. Mas a situação não é sem esperança.
Isso em parte talvez possa ser atribuído à suscetibilidade à depressão pós-parto, bem como às mudanças hormonais na menopausa. E também as mulheres geralmente são as que mais procuram assistência médica e assim recebem o diagnóstico.
Alguns nomes desta série foram mudados.
Os médicos dizem que em geral cada estado de humor dura muitos meses. No entanto, observam que alguns apresentam alternâncias de depressão e mania diversas vezes por ano. Em casos raros, a pessoa vai de um extremo a outro num período de 24 horas.
Distúrbio bipolar
Alguns desses sintomas podem indicar outra doença complexa: o distúrbio bipolar. Segundo a Dra. Barbara D. Ingersoll e o Dr. Sam Goldstein, o distúrbio bipolar (antes conhecido como psicose maníaco-depressiva) é “uma condição caracterizada por episódios depressivos intercalados por períodos em que o humor e a energia estão excessivamente elevados, bem acima, de fato, dos níveis normais do bom humor”.
Essa fase de euforia é chamada de mania. Os sintomas incluem falar muito, ter raciocínio rápido e menor necessidade de sono. De fato, a vítima talvez passe dias sem dormir, aparentemente sem perder a disposição. Outro sintoma do distúrbio bipolar é o comportamento extremamente impulsivo, sem levar em conta as conseqüências. “A mania muitas vezes afeta o raciocínio, o julgamento e o comportamento social de maneiras que causam problemas graves e embaraço”, declara um relatório do Instituto Nacional de Saúde Mental, dos EUA. Quanto tempo dura a fase da mania? Às vezes apenas alguns dias; em outros casos, vários meses — até ser substituída pela depressão.
Quem tem parentes que sofrem da doença corre maior risco de desenvolver o distúrbio bipolar. A boa notícia é que existe esperança para as vítimas. “Se forem diagnosticadas cedo e tratadas corretamente”, diz o livro The Bipolar Child (A Criança Bipolar), “essas crianças e suas famílias podem ter uma vida bem mais estável”.
É importante mencionar que nenhum desses sintomas por si só indica depressão ou distúrbio bipolar. Costuma-se obter o diagnóstico quando vários desses sintomas ocorrem ao longo de um determinado período. Mas ainda há uma pergunta que precisa ser respondida: Por que essa doença complexa aflige os adolescentes?
Mentes perturbadas
NICOLE tinha crises de melancolia desde os 14 anos. Mas aos 16 ela começou a sentir algo diferente: uma estranha sensação de euforia e aumento incomum de energia. Os pensamentos se aceleravam, falava coisas sem nexo, tinha insônia e achava que os amigos estavam tentando tirar vantagem dela. Depois começou a dizer que conseguia mudar a cor dos objetos quando e como quisesse. A essa altura a mãe de Nicole percebeu que a filha precisava de tratamento e a levou ao hospital. Após fazer um monitoramento minucioso das flutuações de humor de Nicole, os médicos finalmente chegaram a um diagnóstico: Nicole sofria de distúrbio bipolar.
Assim como Nicole, milhões de pessoas no mundo sofrem de algum tipo de transtorno do humor — que pode ser o distúrbio bipolar ou uma forma de depressão clínica. Os efeitos dessas doenças podem ser devastadores. “Sofri bastante por muitos anos”, diz Steven, que tem distúrbio bipolar. “Eu tinha fases extremamente depressivas seguidas por períodos de grande euforia. A terapia e a medicação ajudaram, mas ainda assim precisava continuar lutando.”
Quais são as causas dos transtornos do humor? Como se sente a pessoa que sofre de depressão ou de distúrbio bipolar? Como a pessoa que tem o problema — e os que cuidam dela — podem receber o apoio de que necessitam?

Também chamado de distúrbio maníaco depressivo. Alguns dos sintomas acima descritos podem estar relacionados com esquizofrenia, uso de drogas ou mesmo com as transições normais da adolescência. Somente uma avaliação extensiva feita por um especialista poderá estabelecer o diagnóstico da doença.
Atormentados por fobias
“As fobias freqüentemente são alvos de zombaria. Mas ‘divertidas’ é o que elas não são.”
— Jerilyn Ross, diretora de um centro de tratamento de distúrbios da ansiedade
A PALAVRA “fobia” significa um medo intenso, irrealístico, de um objeto, de um evento ou de um sentimento. Mas uma simples definição não consegue exprimir o terror e a solidão que marcam essa doença. Raeann Dumont, que há mais de 20 anos trata fobias, observa: “Os fóbicos talvez evitem tantas situações que acabam confinando-se em casa, ou talvez vivam num estado de ansiedade constante e implacável, ou aliviem a sua ansiedade com álcool, o que pode causar problemas adicionais.”
As fobias são classificadas entre um grupo de males chamado de distúrbios da ansiedade. Estima-se que 12% da população adulta nos Estados Unidos terá um caso de fobia em algum período de sua vida. Muitos destes sofrerão em silêncio por anos. “Infelizmente”, informa a Associação Americana de Distúrbios da Ansiedade, “cerca de três quartos dos indivíduos com fobia jamais recebem ajuda. Muitos fóbicos relutam em procurar ajuda devido ao constrangimento. Outros não sabem o que têm, ou onde encontrar ajuda, e há os que temem o próprio tratamento.”
Há centenas de fobias conhecidas, mas os especialistas em geral as classificam em três categorias. Fobias simples concentram-se num objeto ou numa situação, tais como insetos, animais, andar de avião ou estar em ambientes fechados. A agorafobia ocorre usualmente em conjunto com ataques de pânico. De tanto medo de sofrer um novo ataque de pânico a vítima evita todos os lugares e situações em que ocorreram ataques anteriores. Fobias sociais são marcadas pelo medo de embaraçar-se em público, como ao falar a uma assistência.
Considere apenas uma dessas três — as fobias sociais. A revista The Washingtonian observa: “Combine todas as fobias simples, como o medo de cobras ou de andar de avião, e elas não chegarão nem perto da fobia social como causa de sofrimento.” É realmente assim? Se for, por quê? Vejamos.
Outros distúrbios da ansiedade incluem a síndrome do pânico, o distúrbio obsessivo-compulsivo, o distúrbio de estresse pós-traumático e o distúrbio da ansiedade generalizada.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Uma geração em perigo(jovens)
“Até dois meses atrás, eu era feliz e bem-disposto. Agora, toda vez que tenho oportunidade de fazer algo, estou cansado demais. Eu me sinto péssimo e me irrito tão facilmente que não sei como alguém me suporta. É difícil dizer por que me sinto tão mal, assim de repente.” — Paul.
“Eu choro e sinto uma dor muito grande. Quando não é a dor, é como se estivesse morta por dentro. Nada melhora o meu humor. Não gosto mais de estar com meus amigos. Durmo demais. Na maioria dos dias, não consigo me levantar para ir à escola e minhas notas já caíram muito.” — Melanie.
PAUL e Melanie não são os únicos. Estudos indicam que aproximadamente 8% dos adolescentes dos Estados Unidos sofrem de alguma forma de depressão e todo ano cerca de 4% ficam gravemente deprimidos. No Brasil, uma pesquisa indicou que 20% dos alunos de escolas públicas apresentam sintomas depressivos. Mas estatísticas não dão uma idéia clara do pleno alcance do problema, porque a depressão muitas vezes é diagnosticada incorretamente ou passa totalmente despercebida. “De fato”, escreve o psicólogo de adolescentes David G. Fassler, “depois de analisar pesquisas feitas com crianças e adolescentes, acredito que mais de um em cada quatro jovens terá um episódio grave de depressão até completar 18 anos”.
Efeitos devastadores
A depressão tem efeitos devastadores sobre os adolescentes. Na verdade, os especialistas acreditam que ela é uma das causas básicas dos distúrbios alimentares, das doenças psicossomáticas, das deficiências de aprendizagem e do abuso de drogas e álcool por parte de adolescentes.
O mais trágico é que a depressão está ligada ao suicídio de adolescentes. Segundo o Instituto Nacional de Saúde Mental, dos EUA, até 7% dos jovens gravemente deprimidos tiram a própria vida. Mas nem isso revela a abrangência do problema porque, segundo se acredita, para cada jovem que se suicida muitos outros tentam fazer isso. Assim, um relatório do Conselho Carnegie sobre o Desenvolvimento dos Adolescentes tem boas razões para afirmar: “Atualmente, não levar a sério os problemas dos adolescentes é brincar com o perigo. Esse tipo de negligência coloca toda uma geração em perigo.”
Vida despreocupada?
Alguns acham difícil acreditar que os adolescentes podem mesmo ficar deprimidos. ‘São apenas jovens’, raciocinam os adultos. ‘Levam uma vida despreocupada e sem dúvida não têm as ansiedades dos adultos.’ Ou será que têm? Na verdade, os adolescentes enfrentam pressões muito mais intensas do que a maioria dos adultos imagina. O Dr. Daniel Goleman declara: “Cada sucessiva geração mundial desde o início do século [20] viveu em maior risco que seus pais de sofrer uma grande depressão — não apenas tristeza, mas uma paralisante apatia, desânimo e pena de si mesmo — no transcorrer da vida. E esses episódios estão começando em idades cada vez mais baixas.”
Mas muitos pais talvez argumentem: ‘Nós passamos pela adolescência sem ficar deprimidos. Por que nossos filhos são esmagados por sentimentos negativos?’ Mas os adultos não devem comparar sua adolescência com a dos jovens de hoje. Afinal, as pessoas encaram o mundo ao seu redor e reagem a ele de forma diferente.
Além disso, os adolescentes de hoje enfrentam um desafio extra. “Eles crescem em um mundo bem diferente daquele que os pais enfrentaram quando eram jovens”, escreve a Dra. Kathleen McCoy no livro Understanding Your Teenager’s Depression (Entenda a Depressão do seu Filho Adolescente). Depois de citar várias mudanças significativas que ocorreram nas últimas décadas, a Dra. McCoy conclui: “Os adolescentes hoje se sentem menos seguros, menos confiantes e menos esperançosos do que nos sentíamos uma geração atrás.”
O alto preço da depressão
“A depressão — muito mais do que as doenças físicas — é a principal causa das faltas ao trabalho no mundo e da baixa qualidade na produção”, diz O Globo, um jornal brasileiro. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ‘em 1997, os distúrbios mentais causaram 200 mil mortes. Somente nos Estados Unidos, a depressão provoca prejuízos anuais de 53 bilhões de dólares’. A OMS mostra também que ‘mais de 146 milhões de pessoas no mundo tiveram suas atividades profissionais prejudicadas por causa de distúrbios mentais, em comparação com 123 milhões de trabalhadores que tiveram problemas de ouvido e 25 milhões que sofreram acidente de trabalho’. Também, um estudo indica que nos próximos anos a depressão será “uma enorme carga para a sociedade, causando perdas milionárias na produtividade e elevando os custos dos tratamentos atuais
Trabalhar muito — é perigoso para a sua saúde?
PENDENDO contra o seu carro, um vendedor de apólices de seguro de meia-idade vomitou e caiu. Ele ainda agarrava a sua pasta, o símbolo de seu trabalho. Trabalhando sob o lema de sua empresa: “A hora crucial é agora. Exerça seu poder a 150 por cento de sua capacidade”, ele havia percorrido uns 3.000 quilômetros de carro durante o mês em que caiu. Quatro dias mais tarde, morreu.
Não é um caso isolado. Os “guerreiros de empresa”, como são chamados no Japão, são perseguidos pelo pesadelo do karoshi, ou morte por excesso de trabalho. Um advogado especialista em tais casos estima que há “pelo menos 30.000 vítimas de karoshi no Japão todos os anos”. Não é de admirar que mais de 40 por cento dos funcionários de escritório japoneses recentemente entrevistados temessem uma possível morte por excesso de trabalho.
Embora possa ser difícil provar a ligação entre excesso de trabalho e problemas de saúde, as famílias das vítimas pouco duvidam disso. De fato, a expressão “morte por excesso de trabalho” foi cunhada nos processos de indenização movidos por famílias enlutadas. “Do ponto de vista médico”, diz Tetsunojo Uehata do Instituto de Saúde Pública do Japão, “refere-se à morte ou à invalidez causada por apoplexia cerebral, infarto do miocárdio ou agudas deficiências cardíacas em resultado de labor opressivo que agrava a hipertensão ou a arteriosclerose”. Um recente relatório do Ministério da Saúde e Bem-Estar do Japão alerta que constantes horas extras de trabalho privam a pessoa do sono e por fim levam à má saúde e à doença.
Todavia, assim como os fumantes odeiam admitir os perigos do fumar, e os alcoólatras odeiam admitir os perigos do abuso de álcool, os viciados em trabalho relutam em reconhecer os perigos de desarrazoadas longas horas de trabalho. E a morte não é o único perigo.
Exaustão e depressão
Ao passo que alguns fanáticos pelo trabalho caem vítimas da invalidez ou da morte, outros sucumbem à exaustão. “A exaustão não tem definição médica precisa”, explica a revista Fortune, “mas os sintomas em geral aceitos incluem fadiga, melancolia, absenteísmo, crescentes problemas de saúde e abuso de drogas ou de álcool”. Algumas vítimas se tornam hostis, ao passo que outras passam a cometer erros por falta de atenção. Como, porém, as pessoas se tornam vítimas da exaustão no trabalho?
Em geral, isto não acontece com os desajustados ou emocionalmente transtornados. Não raro é com pessoas que se preocupam profundamente com o seu trabalho. Talvez lutem para sobreviver a uma feroz competição ou labutem para subir na empresa. Trabalham arduamente longas horas, tentando assenhorear-se plenamente do trabalho. Mas quando a inabalável devoção e o trabalho contínuo não produzem a esperada satisfação e recompensa, ficam desiludidos, esgotados, e tornam-se vítimas de exaustão do trabalho.
Quais são as conseqüências? Em Tóquio, um serviço telefônico chamado de Linha da Vida, criado para ajudar suicidas em potencial, recebe um crescente número de chamadas de desesperados funcionários de escritório de meia idade e mais idosos. Dos mais de 25.000 suicidas no Japão em 1986, surpreendentes 40 por cento estavam na casa dos 40 ou 50 anos de idade e 70 por cento destes eram homens. “É porque a depressão entre arrimos de família de meia-idade está aumentando”, lamenta Hiroshi Inamura, um professor de psiquiatria.
Há também o que se convencionou chamar de neurose de feriado. Os sintomas? Irritação nos feriados por causa da inatividade. Levada pela compulsão de trabalhar, a consciência do devoto do trabalho o aflige nos dias de folga. Incapaz de encontrar paz mental, ele anda dum lado para o outro no seu pequeno quarto como um animal numa jaula. Quando chega segunda-feira, lá vai ele para o escritório, aliviado.
Um tipo ímpar de depressão que atualmente está levando trabalhadores de meia-idade ao médico é a chamada síndrome da fobia do lar. Trabalhadores esgotados demoram-se em cafés e bares depois do trabalho. Por fim, deixam inteiramente de ir para casa. Por que temem voltar para casa? Embora uma esposa não compreensiva possa ser um fator, “muitos vinham trabalhando duro demais e perderam a habilidade de ajustar-se ao mundo exterior, em muitos casos até mesmo à sua própria família”, diz o Dr. Toru Sekiya, que cuida de um “Sistema de Hospital Noturno” para tais pacientes.
Sufocada a vida familiar
O viciado em trabalho talvez não seja o que mais sofre. O vício do trabalho “não raro é mais um problema para as pessoas que partilham a sua vida com um viciado no trabalho”, observa a revista Entrepreneur. A vida do cônjuge pode virar um pesadelo. O viciado ou a viciada em trabalho “já encontrou o amor de sua vida”, diz a revista The Bulletin de Sídnei, Austrália, “e aceitar ocupar o segundo lugar nem sempre é fácil”. O que acontece num casamento assim?
Tome o caso de Larry, um americano empregado por uma empresa japonesa nos Estados Unidos. Ele trabalhou longas horas extras sem ser pago para isso, aumentando a produtividade da fábrica em 234 por cento. Sucesso e felicidade? “Louco!”, exclamou sua esposa no tribunal quando se divorciou dele.
Ainda pior era a situação de um executivo japonês que saía todos os dias às cinco horas da manhã para o serviço e não voltava para casa antes das nove da noite. Sua esposa passou a beber demais. Certo dia, discutindo a respeito disto, o homem estrangulou a esposa. O juiz declarou-o culpado de homicídio e disse: “Completamente devotado ao trabalho, o senhor não se deu conta da solidão de sua esposa e não fez suficiente esforço para dar a ela razões para gostar de viver.”
Estrangular o cônjuge é um resultado extremo, mas o excesso de trabalho pode sufocar a vida familiar de outras maneiras. Quando o marido está em casa aos domingos, ele talvez apenas se espreguice diante do aparelho de tevê ligado no seu programa de esportes preferido, passando assim a tarde inteira sem fazer nada. Maridos assim não se dão conta de quão fora da realidade com outros aspectos da vida eles vieram a ficar. Sobrecarregados pelo seu trabalho, negligenciam algo muitíssimo valioso na vida, sua família. Ignorando a necessidade de comunicação em família, pavimentam um caminho seguro para uma aposentadoria solitária.
Idosos, porém descontentes
O livro At Work (No Trabalho) soou um aviso na sua introdução: “Na nossa sociedade, . . . o vínculo entre o trabalho, a auto-estima e a posição social é tão forte que, ao se aposentarem, alguns acham extremamente difícil ajustar-se a uma vida livre de seus anteriores papéis no trabalho.” Aqueles que centralizam a sua vida no trabalho têm de perguntar-se: ‘O que me restará se me for tirado o trabalho?’ Lembre-se, quando a pessoa se aposenta, sua vida talvez passe a girar em torno de sua família e da comunidade.
Os que negligenciaram a necessidade de comunicação com a sua família e com seus vizinhos depois da aposentadoria ficam sem saber o que falar com eles. “Estão pagando por se terem recusado a olhar para qualquer outra coisa que não fosse o trabalho, não estão?”, diz uma veterana conselheira para casais de meia-idade no Japão. “Faltava na vida deles o aspecto humano, e eles achavam que todas as outras coisas viriam automaticamente só porque eram o arrimo da família. Ao se aposentarem, porém, os resultados se invertem.”
Aqueles 30 ou 40 anos de trabalho duro, supostamente em favor da família, podem produzir resultados contrários. Quão triste é quando, depois de anos de trabalho árduo, ex-arrimos de família são encarados por suas famílias como “refugo industrial” e nureochiba (folhas caídas molhadas). Esta expressão é usada no Japão para descrever maridos aposentados que nada têm a fazer senão matar o tempo com suas esposas o dia inteiro. São assim comparados a folhas molhadas que grudam na vassoura e não saem ao serem sacudidas, nada mais do que um incômodo.