sexta-feira, 17 de julho de 2009

Distúrbio bipolar
Alguns desses sintomas podem indicar outra doença complexa: o distúrbio bipolar. Segundo a Dra. Barbara D. Ingersoll e o Dr. Sam Goldstein, o distúrbio bipolar (antes conhecido como psicose maníaco-depressiva) é “uma condição caracterizada por episódios depressivos intercalados por períodos em que o humor e a energia estão excessivamente elevados, bem acima, de fato, dos níveis normais do bom humor”.
Essa fase de euforia é chamada de mania. Os sintomas incluem falar muito, ter raciocínio rápido e menor necessidade de sono. De fato, a vítima talvez passe dias sem dormir, aparentemente sem perder a disposição. Outro sintoma do distúrbio bipolar é o comportamento extremamente impulsivo, sem levar em conta as conseqüências. “A mania muitas vezes afeta o raciocínio, o julgamento e o comportamento social de maneiras que causam problemas graves e embaraço”, declara um relatório do Instituto Nacional de Saúde Mental, dos EUA. Quanto tempo dura a fase da mania? Às vezes apenas alguns dias; em outros casos, vários meses — até ser substituída pela depressão.
Quem tem parentes que sofrem da doença corre maior risco de desenvolver o distúrbio bipolar. A boa notícia é que existe esperança para as vítimas. “Se forem diagnosticadas cedo e tratadas corretamente”, diz o livro The Bipolar Child (A Criança Bipolar), “essas crianças e suas famílias podem ter uma vida bem mais estável”.
É importante mencionar que nenhum desses sintomas por si só indica depressão ou distúrbio bipolar. Costuma-se obter o diagnóstico quando vários desses sintomas ocorrem ao longo de um determinado período. Mas ainda há uma pergunta que precisa ser respondida: Por que essa doença complexa aflige os adolescentes?
Mentes perturbadas
NICOLE tinha crises de melancolia desde os 14 anos. Mas aos 16 ela começou a sentir algo diferente: uma estranha sensação de euforia e aumento incomum de energia. Os pensamentos se aceleravam, falava coisas sem nexo, tinha insônia e achava que os amigos estavam tentando tirar vantagem dela. Depois começou a dizer que conseguia mudar a cor dos objetos quando e como quisesse. A essa altura a mãe de Nicole percebeu que a filha precisava de tratamento e a levou ao hospital. Após fazer um monitoramento minucioso das flutuações de humor de Nicole, os médicos finalmente chegaram a um diagnóstico: Nicole sofria de distúrbio bipolar.
Assim como Nicole, milhões de pessoas no mundo sofrem de algum tipo de transtorno do humor — que pode ser o distúrbio bipolar ou uma forma de depressão clínica. Os efeitos dessas doenças podem ser devastadores. “Sofri bastante por muitos anos”, diz Steven, que tem distúrbio bipolar. “Eu tinha fases extremamente depressivas seguidas por períodos de grande euforia. A terapia e a medicação ajudaram, mas ainda assim precisava continuar lutando.”
Quais são as causas dos transtornos do humor? Como se sente a pessoa que sofre de depressão ou de distúrbio bipolar? Como a pessoa que tem o problema — e os que cuidam dela — podem receber o apoio de que necessitam?

Também chamado de distúrbio maníaco depressivo. Alguns dos sintomas acima descritos podem estar relacionados com esquizofrenia, uso de drogas ou mesmo com as transições normais da adolescência. Somente uma avaliação extensiva feita por um especialista poderá estabelecer o diagnóstico da doença.
Atormentados por fobias
“As fobias freqüentemente são alvos de zombaria. Mas ‘divertidas’ é o que elas não são.”
— Jerilyn Ross, diretora de um centro de tratamento de distúrbios da ansiedade
A PALAVRA “fobia” significa um medo intenso, irrealístico, de um objeto, de um evento ou de um sentimento. Mas uma simples definição não consegue exprimir o terror e a solidão que marcam essa doença. Raeann Dumont, que há mais de 20 anos trata fobias, observa: “Os fóbicos talvez evitem tantas situações que acabam confinando-se em casa, ou talvez vivam num estado de ansiedade constante e implacável, ou aliviem a sua ansiedade com álcool, o que pode causar problemas adicionais.”
As fobias são classificadas entre um grupo de males chamado de distúrbios da ansiedade. Estima-se que 12% da população adulta nos Estados Unidos terá um caso de fobia em algum período de sua vida. Muitos destes sofrerão em silêncio por anos. “Infelizmente”, informa a Associação Americana de Distúrbios da Ansiedade, “cerca de três quartos dos indivíduos com fobia jamais recebem ajuda. Muitos fóbicos relutam em procurar ajuda devido ao constrangimento. Outros não sabem o que têm, ou onde encontrar ajuda, e há os que temem o próprio tratamento.”
Há centenas de fobias conhecidas, mas os especialistas em geral as classificam em três categorias. Fobias simples concentram-se num objeto ou numa situação, tais como insetos, animais, andar de avião ou estar em ambientes fechados. A agorafobia ocorre usualmente em conjunto com ataques de pânico. De tanto medo de sofrer um novo ataque de pânico a vítima evita todos os lugares e situações em que ocorreram ataques anteriores. Fobias sociais são marcadas pelo medo de embaraçar-se em público, como ao falar a uma assistência.
Considere apenas uma dessas três — as fobias sociais. A revista The Washingtonian observa: “Combine todas as fobias simples, como o medo de cobras ou de andar de avião, e elas não chegarão nem perto da fobia social como causa de sofrimento.” É realmente assim? Se for, por quê? Vejamos.
Outros distúrbios da ansiedade incluem a síndrome do pânico, o distúrbio obsessivo-compulsivo, o distúrbio de estresse pós-traumático e o distúrbio da ansiedade generalizada.

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