terça-feira, 16 de junho de 2009

Os amigos genuínos são aqueles que 'nascem para quando há aflição' e que realmente não abandonam a pessoa deprimida. (Provérbios 17:17
Poderia Ser Depressão Profunda?
Qualquer pessoa pode sofrer temporariamente de um ou mais dos seguintes sintomas, sem que seu problema seja grave. No entanto, se persistirem vários destes sintomas, ou se um deles for grave a ponto de interferir nas suas atividades normais, poderá (1) ser portador duma doença física e precisar de um exame médico geral, ou (2) sofrer de grave distúrbio mental — a depressão profunda.
Nada Lhe Dá Prazer. Não consegue sentir prazer em atividades que antes apreciava. Sente-se irreal, como se estivesse no meio duma bruma e simplesmente está vivendo por viver.
Total Inutilidade. Sente-se como se sua vida não tivesse nada de importante para contribuir e fosse totalmente inútil. Talvez se sinta cheio de culpa.
Drástica Mudança de Disposição. Se antes era extrovertido, talvez passe a ser introvertido, ou vice-versa. Talvez chore com freqüência.
Desesperança Total. Acha que as coisas vão mal, que não há nada que se possa fazer, e que a situação jamais melhorará.
Preferiria Morrer. A angústia é tamanha que freqüentemente você acha que seria melhor se estivesse morto.
Não Consegue Concentrar-se. Fica remoendo, vez após vez, certos pensamentos, ou lê sem compreender o que lê.
Alteração dos Hábitos Alimentares ou Intestinais. Não tem apetite ou come demais. Intermitente prisão de ventre ou diarréia.
Alteração nos Hábitos de Dormir. Dorme mal, ou demais. Talvez tenha freqüentes pesadelos.
Dores e Aflições. Dores de cabeça, cãibras, e dores no abdômen e no peito. Talvez se sinta sempre cansado, sem boa razão.

Por que fico tão deprimido?
Márcia sempre vivera de acordo com o ideal de criança perfeita aos olhos de sua mãe — até completar os 17 anos. Daí, ela abandonou as atividades escolares, parou de aceitar convites para festas e nem parecia importar-se mais quando suas notas caíram da nota máxima para outras inferiores. Quando os pais dela perguntavam gentilmente o que havia de errado, ela saía bruscamente, dizendo: “Deixem-me em paz! Não há nada de errado.”
Marcos, aos 14 anos, era impulsivo e hostil, tendo temperamento explosivo. Na escola, era irrequieto e perturbador. Quando ficava frustrado ou irritado, corria pelo deserto de motocicleta, ou arremessava-se por ladeiras bem íngremes no seu “skate”.
TANTO Márcia como Marcos sofriam de diferentes formas da mesma doença — a depressão. O Dr. Donald McKnew, do Instituto Nacional de Saúde Mental, dos EUA, afirma que de 10 a 15 por cento das crianças e jovens em idade escolar talvez sofram de distúrbios de temperamento. Um número menor sofre de depressão profunda.
Às vezes, existe uma causa biológica para o problema. Algumas infecções ou doenças do sistema endócrino, as alterações hormonais do ciclo menstrual, a hipoglicemia, certos medicamentos, a exposição a metais ou substâncias químicas tóxicas, as reações alérgicas, uma dieta desequilibrada, a anemia — tudo isto pode provocar a depressão.
Pressões Causam Depressão
No entanto, os próprios anos da adolescência são, muitas vezes, a fonte do stress emocional. Não dispondo da experiência dum adulto para lidar com os altos e baixos da vida, o jovem pode achar que ninguém se importa, e pode ficar dolorosamente deprimido diante de assuntos relativamente comuns.
Não conseguir satisfazer às expectativas dos pais, dos professores, ou dos amigos, é outra causa da melancolia. Danilo, por exemplo, achava que tinha de sair-se muito bem na escola para agradar a seus pais bem-instruídos. Não conseguindo isso, ficou deprimido e alimentou idéias suicidas. “Nunca fiz nada direito. Sempre desapontei a todo o mundo”, lamentava-se Danilo.
Que a sensação de fracasso pode provocar depressão é evidente no caso de um rapaz chamado Epafrodito. No primeiro século, este cristão fiel foi enviado numa missão especial, para ajudar o apóstolo Paulo, que estava preso. Mas quando ele chegou até Paulo, logo ficou doente — e foi Paulo que teve de cuidar dele! Pode imaginar, então, o motivo de Epafrodito talvez se ter considerado um fracasso, e ter ficado “deprimido”. Pelo visto, ele despercebeu todo o bem que havia realizado antes de ficar doente. — Filipenses 2:25-30.
Sentimento de Perda
Francine Klagsbrun escreveu em seu livro Too Young to Die—Youth and Suicide (Jovem Demais Para Morrer — A Juventude e o Suicídio): “Na raiz de muitas depressões de ordem emocional jaz um profundo sentimento de perda, de alguém ou de algo que tenha sido amado profundamente.” Assim, a perda dum genitor, seja na morte, seja através do divórcio, a perda dum emprego ou duma carreira, ou até mesmo a perda da saúde física, também poderia ser a causa da depressão.
Uma das mui devastadoras perdas para o jovem, porém, é a privação do amor, o sentimento de não ser desejado nem ter alguém que se importe com ele. “Quando minha mãe nos deixou, eu me senti traída e sozinha”, revelou uma jovem chamada Marie. “Meu mundo subitamente parecia ter virado de cabeça para baixo.”
Imagine, então, quão desnorteados e feridos se sentem alguns jovens quando confrontados com problemas familiares, tais como o divórcio, o alcoolismo, o incesto, o espancamento da esposa, o abuso sexual de menores, ou a simples rejeição por parte do pai (ou da mãe) que está mergulhado em seus próprios problemas. Quão veraz é o provérbio bíblico: “Mostraste-te desanimado no dia da aflição? Teu poder [inclusive a capacidade de resistir à depressão] será escasso”! (Provérbios 24:10) O jovem talvez até mesmo se culpe, erroneamente, pelos problemas da família.
Reconhecer os Sintomas
Há diferentes graus de depressão. Um jovem poderia, temporariamente, ficar com o moral baixo por algum transtorno. Mas, em geral, tal melancolia é relativamente curta.
No entanto, se persiste a disposição melancólica e deprimida, e o jovem nutre generalizado sentimento negativo, junto com sentimentos de inutilidade, de ansiedade e de ira, isto pode transformar-se no que os médicos chamam de depressão crônica de baixo grau [primária]. Como mostram as experiências de Marcos e de Márcia (mencionados no início), os sintomas podem variar consideravelmente. Um jovem pode ter episódios de ansiedade. Outro pode sentir-se sempre cansado, não ter apetite, ter dificuldades de dormir, perder peso, ou sofrer uma série de acidentes.
Alguns jovens tentam dissimular a depressão por se entregarem à busca louca de prazer: uma rodada infindável de festas, promiscuidade sexual, vandalismo, beber em excesso, e coisas semelhantes. “Realmente não sei por que tenho de sair o tempo todo”, confessou um rapaz de 14 anos. “Só sei que, quando estou sozinho, sem ninguém, eu me dou conta de quão mal me sinto.” É exatamente como a Bíblia descreveu: “Mesmo no riso o coração talvez sinta dor.” — Provérbios 14:13.
Quando Se Trata de Algo Mais do que Melancolia
Caso não se combata a depressão crônica de baixo grau, ela pode tornar-se uma doença mais grave — a depressão profunda. (Veja a página 107.) “Eu me sentia constantemente como se estivesse ‘morta’ por dentro”, explicou Marie, vítima de depressão profunda. “Eu simplesmente existia, sem sentir emoção alguma. Sentia-me constantemente apreensiva.” Na depressão profunda, a disposição tristonha é constante, e pode prosseguir durante meses. Por conseguinte, este tipo de depressão é o ingrediente mais comum no caso dos suicídios de adolescentes — o que agora é considerado uma “epidemia oculta” em muitos países.
A emoção mais persistente ligada à depressão profunda — e a mais mortífera — é uma profunda sensação de desesperança. O Professor John E. Mack escreve a respeito duma jovem de 14 anos, chamada Vivienne, vítima de depressão profunda. Segundo todas as aparências, ela era uma jovem ideal, tendo pais que se importavam com ela. Todavia, nas profundezas do desespero, ela se enforcou! Escreveu o Professor Mack: “A incapacidade de Vivienne de prever que sua depressão pudesse dissipar-se algum dia, que ela tivesse alguma esperança de finalmente obter alívio de sua dor, é um importante elemento na decisão dela de se matar.”
Os que padecem de depressão profunda sentem-se, assim, como se jamais fossem melhorar, como se não existisse o amanhã. Tal desesperança, de acordo com os peritos, não raro leva ao comportamento suicida.
O suicídio, contudo, não é a solução. Admitiu Marie, cuja vida se tornara um pesadelo vivo: “Idéias suicidas certamente me passaram pela mente. Mas compreendi que, conquanto eu não me matasse, sempre haveria uma esperança.” Pôr fim a tudo deveras não resolve nada. Infelizmente, diante duma situação desesperada, muitos jovens não conseguem sequer visualizar alternativas, ou a possibilidade de um desfecho favorável. Marie, assim, tentou ocultar seu problema por tomar injeções de heroína. Disse ela: “Eu me sentia muito autoconfiante — até passar o efeito da droga.”
Lidar com Tensões Menores
Há meios sensatos de se lidar com sentimentos depressivos. “Alguns ficam deprimidos porque estão com fome”, comentou o Dr. Nathan S. Kline, especialista em depressão, de Nova Iorque, EUA. “A pessoa talvez não tome seu desjejum, e, por alguma razão, deixe de almoçar. Daí, lá pelas quinze horas, começa a se perguntar por que não se sente bem.”
Aquilo que você come também pode fazer diferença. Admitiu Débora, uma moça afligida por sentimentos de desespero: “Eu não imaginava que tais alimentos sem valor nutritivo fossem tão prejudiciais ao meu estado de ânimo. Comia muito disso. Noto agora que me sinto melhor quando como menos doces.” Outras medidas úteis: Alguma espécie de exercício pode fazê-lo recobrar o ânimo. Em alguns casos, um exame médico geral seria apropriado, uma vez que a depressão pode ser sintoma duma doença física.
Vencer a Batalha da Mente
Muitas vezes, a depressão é provocada ou agravada por a pessoa nutrir pensamentos negativos sobre si mesma. “Quando você já passou por situações em que muitas pessoas a magoaram”, lamentou-se Etelvina, de 18 anos, “isso a leva a pensar que você não tem nenhum valor”.
Considere o seguinte: Cabe realmente a outros decidir o seu valor como pessoa? O apóstolo Paulo sofreu similar zombaria. Alguns diziam que ele era um orador fraco e sem talento. Será que isto fez com que Paulo se sentisse imprestável? De jeito nenhum! Paulo sabia que o que importava era satisfazer o padrão de Deus. Ele podia jactar-se daquilo que tinha realizado, com a ajuda de Deus — apesar do que os outros diziam. Se você, também, lembrar a si mesmo de que tem uma posição perante Deus, muitas vezes isto dissipa a disposição melancólica. — 2 Coríntios 10:7, 10, 17, 18.
E se você se sente deprimido por causa duma fraqueza, ou dum pecado que tenha cometido? “Embora os vossos pecados se mostrem como escarlate”, Deus disse a Israel, “serão tornados brancos como a neve”. (Isaías 1:18) Jamais desperceba a compaixão e a paciência de nosso Pai celeste. (Salmo 103:8-14) Mas está também esforçando-se arduamente para superar seu problema? Você precisa fazer sua parte, se há de aliviar a mente de sentimentos de culpa. Como diz o provérbio: “Ter-se-á misericórdia com aquele que . . . confessa e abandona [suas transgressões].” — Provérbios 28:13.
Outro meio de combater a melancolia é fixar alvos realísticos para si mesmo. Para ser bem-sucedido, você não precisa ser o primeiro aluno da turma. (Eclesiastes 7:16-18) Aceite a realidade de que os desapontamentos fazem parte da vida. Quando estes ocorrerem, em vez de pensar: ‘Ninguém se importa com o que acontece comigo e ninguém jamais se importará’, diga a si mesmo: ‘Eu vou superar isso.’ E não existe nada de errado em chorar bastante.
O Valor das Realizações
“O desespero não desaparece por si”, aconselha Daphne, que conseguiu superar com êxito algumas crises de desânimo. “A pessoa tem de pensar em sentido diferente ou envolver-se em alguma atividade física. Precisa começar a fazer alguma coisa.” Considere Linda, que declarou o seguinte, ao empenhar-se arduamente para combater seu estado melancólico: “Eu atualmente me dedico de forma intensa à costura. Cuido do meu guarda-roupa e, com o tempo, eu me esqueço do que me aflige. Isso realmente ajuda.” Fazer coisas em que você é bom pode elevar seu amor-próprio — que geralmente fica lá embaixo, na depressão.
É também proveitoso empenhar-se em atividades que lhe dêem prazer. Tente ir fazer compras de algo que muito aprecie pessoalmente, participar em jogos, preparar seu prato favorito, dar uma espiada numa livraria, jantar fora, ler, ou mesmo resolver palavras cruzadas, tais como as publicadas na revista Despertai!.
Débora verificou que, por planejar viagens curtas ou fixar pequenos alvos para si mesma, ela conseguia enfrentar sua disposição depressiva. No entanto, fazer coisas pelos outros provou-se uma das coisas que mais a ajudaram. “Encontrei essa jovem senhora muito deprimida, e passei a ajudá-la a estudar a Bíblia”, revelou Débora. “Estas palestras semanais me deram a oportunidade de dizer a ela como poderia sobrepujar sua depressão. A Bíblia lhe deu verdadeira esperança. Ao mesmo tempo, isto me ajudou.” Como Jesus disse: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” — Atos 20:35.
Converse com Alguém Sobre Isso
“A ansiedade no coração do homem é o que o fará curvar-se, mas a boa palavra é o que o alegra.” (Provérbios 12:25) Uma “boa palavra” que parta duma pessoa compreensiva pode constituir toda a diferença no mundo. Nenhum humano consegue ler seu coração, assim, abra-se com alguém em quem confie e que tenha a capacidade de ajudá-lo. “O amigo ama sempre e na desgraça ele se torna um irmão”, de acordo com Provérbios 17:17. (A Bíblia na Linguagem de Hoje) “Quando você guarda para si o que sente, é como se levasse sozinho uma pesada carga”, disse Ivan, de 22 anos. “Mas, quando você compartilha isso com alguém habilitado a ajudá-lo, isso se torna bem mais leve.”
‘Mas eu já tentei fazer isso’, talvez diga, ‘e tudo que ouvi foi um sermão sobre como ver o lado bom da vida’. Onde, então, poderá achar alguém que não só seja um ouvinte compreensivo, mas também um conselheiro objetivo? — Provérbios 27:5, 6.
Obter Ajuda
Comece por ‘dar seu coração’ a seus pais. (Provérbios 23:26) Eles o conhecem melhor do que ninguém, e, muitas vezes, podem ajudá-lo, se você deixar. Se eles discernirem que o problema é grave, talvez até mesmo façam arranjos para que você receba a ajuda dum profissional habilitado.
Membros da congregação cristã são outra fonte de ajuda. “Ao longo dos anos, eu simulava tão bem que ninguém realmente sabia quão deprimida me sentia”, revelou Marie. “Daí, porém, confidenciei meu problema a uma das senhoras de mais idade na congregação. Ela foi muito compreensiva! Ela havia tido algumas das mesmas experiências que eu. Assim, fui incentivada a compreender que outras pessoas tinham passado por coisas semelhantes e se saíram muito bem.”
Não, a depressão de Marie não desapareceu de imediato. Mas, gradativamente, ela passou a saber lidar com suas emoções, à medida que foi aprofundando seu relacionamento com Deus. Entre os verdadeiros adoradores de Jeová, você também poderá encontrar amigos, e uma “família” que estão genuinamente interessados em seu bem-estar. — Marcos 10:29, 30; João 13:34, 35.
Poder Além do Normal
A mais poderosa ajuda para dissipar a melancolia, contudo, é aquilo que o apóstolo Paulo chamou de “poder além do normal”, que provém de Deus. (2 Coríntios 4:7) Ele pode ajudá-lo a combater a depressão, se você se apoiar nele. (Salmo 55:22) Junto com seu espírito santo, ele lhe concederá poder além de seus recursos normais.
Esta amizade com Deus é deveras reconfortante. “Nos meus momentos de tristeza”, disse uma jovem mulher chamada Geórgia, “eu oro bastante. Sei que Jeová proverá uma saída, não importa quão profundo seja o meu problema”. Daphne concorda, acrescentando: “Você pode contar tudo a Jeová. Você simplesmente abre seu coração, e sabe que, mesmo se nenhum humano for capaz, ele realmente a compreende e se importa com você”.
Assim, se estiver deprimido, ore a Deus, e procure alguém sábio e compreensivo com quem possa externar seus sentimentos. Na congregação cristã, você encontrará “anciãos” que são conselheiros peritos. (Tiago 5:14, 15) Eles estão prontos a ajudá-lo a manter seu relacionamento com Deus. Pois Deus o compreende e o convida a lançar suas ansiedades sobre ele, ‘porque tem cuidado de você’. (1 Pedro 5:6, 7) Deveras, a Bíblia promete: “A paz de Deus, que excede todo pensamento, guardará os vossos corações e as vossas faculdades mentais por meio de Cristo Jesus.” — Filipenses 4:7.
[Nota(s) de rodapé]
A maioria dos especialistas médicos aconselham que as vítimas da depressão profunda devem receber ajuda dum profissional habilitado por causa do perigo de suicídio. Por exemplo, talvez haja necessidade de medicação, a qual só pode ser receitada por alguém da classe médica.

ficarem deprimidas quando sentem prolongada ansiedade, medo, pesar ou outras emoções negativas. A causa da depressão ou de profunda tristeza pode ser a morte de um parente, o divórcio, a perda do emprego ou uma doença persistente. As pessoas também ficam deprimidas quando desenvolvem sentimentos de inutilidade, quando acham que são um fracasso e que decepcionam a todos. Uma situação estressante pode devastar a qualquer um, mas quando a pessoa desenvolve sentimentos de desesperança e não consegue ver uma saída da situação ruim, o resultado pode ser a depressão profunda.
A ansiedade pode ser prejudicial para o bem-estar da pessoa. Pode levar à depressão, privando a pessoa de força e da iniciativa de agir. Diz o inspirado provérbio: “A ansiedade no coração do homem é o que o fará curvar-se.” (Pr 12:25) A preocupação pode provocar graves manifestações físicas. O livro How to Master Your Nerves (Como Dominar Seus Nervos) observa: “Os médicos sabem como a ansiedade pode afetar as funções do organismo. Pode elevar (ou baixar) a pressão arterial; pode elevar a contagem dos glóbulos brancos no sangue; pode repentinamente afetar o açúcar no sangue pela ação da adrenalina sobre o fígado. Pode até mesmo alterar seu eletrocardiograma. O Dr. Charles Mayo disse: ‘A preocupação afeta a circulação, o coração, as glândulas, todo o sistema nervoso.’” — Dos Drs. P. Steincrohn e D. La-Fia, 1970, p. 14.
Se sua esposa está deprimida, que tal tentar encorajá-la em harmonia com as palavras de Provérbios 31:28, 29? Lemos ali: “Seu dono se levanta e a louva. Há muitas filhas que demonstraram capacidade, mas tu — tu sobrepujaste a todas elas.” Pode ser, porém, que a esposa deprimida não aceite tal avaliação, visto que talvez se sinta um fracasso por não conseguir cuidar das tarefas domésticas tão bem quanto ela acha que deveria. Contudo, fazendo-a lembrar-se da mulher que ela é por dentro e do que ela era antes de ficar deprimida, você talvez possa convencê-la de que os seus elogios não são lisonjas vazias. Reconheça também que seja o que for que ela faça agora, isto representa um tremendo esforço. Poderá dizer: ‘Sei quanto lhe custou fazer isso. É muito elogiável que você está se esforçando tanto!’ Receber a aprovação e o louvor do cônjuge e dos filhos, aqueles que melhor conhecem a pessoa deprimida, é vital para o restabelecimento do respeito próprio. — Veja 1 Coríntios 7:33, 34.
O uso de exemplos bíblicos pode ajudar a pessoa deprimida a ver que mudanças no modo de pensar talvez sejam necessárias. Por exemplo, alguém pode ser muito sensível às opiniões dos outros. Talvez queira considerar o exemplo de Epafradito e perguntar: ‘Na sua opinião, por que ele ficou deprimido quando soube que sua congregação de origem tomara conhecimento de sua doença? Será que ele era mesmo um fracasso? Por que Paulo recomendou que os irmãos o tivessem em estima? Será que o real valor de Epafrodito, como pessoa, dependia do privilégio de serviço que tinha?’ Tais perguntas podem ajudar o cristão deprimido a fazer uma aplicação pessoal e a se dar conta de que não é um fracasso.
Como Fortificar com Palavras
A pessoa profundamente deprimida sente-se não apenas triste, mas provavelmente inútil e sem esperança. A palavra grega traduzida “almas deprimidas” significa literalmente “os de pouca alma”. Certo erudito em grego define-a assim: “Alguém que labuta com tanta dificuldade que seu coração afunda dentro de si.” Assim, suas reservas emocionais se esgotam e seu respeito próprio decai. — Veja Provérbios 17:22.
Primeiro, “compartilhando os sentimentos”, você poderá ajudar a pessoa deprimida a revelar a “ansiedade” no coração. A seguir, uma “boa palavra” da sua parte poderá ajudá-la a alegrar-se. (1 Pedro 3:8; Provérbios 12:25) Simplesmente deixar que ela fale a vontade e sinta que você se interessa poderá aliviá-la bastante. “Eu tinha alguns amigos para quem eu podia realmente abrir meu coração”, explicou Maria, uma cristã solteira que lutou contra a depressão. “Eu precisava de alguém que me ouvisse.” Ter alguém com quem compartilhar pensamentos íntimos sobre as tribulações da vida pode significar muito.
Contudo, é necessário mais do que apenas escutar e dar conselhos superficiais como: “Veja o lado bom da vida” ou “Tenha pensamentos positivos”. Tais palavras poderiam revelar falta de empatia e ser inteiramente inoportunas quando outra pessoa está deprimida, assim como Provérbios 25:20 indica, dizendo: “Quem tira a roupa num dia de frio é como . . . o cantor com canções para o coração sombrio.” Observações otimistas que não condizem com a realidade também podem fazer a pessoa deprimida sentir-se ainda mais perturbada. Por quê? Porque tais tentativas de ajudar não chegam às causas da sua depressão.
Este exemplo ilustra que, embora os cristãos, como um todo, ‘se alegrem no Senhor’, alguns dentre eles sofrem diversas formas de depressão. (Filipenses 4:4) A depressão mental profunda é um grave distúrbio emocional que tem até levado alguns ao suicídio. Às vezes, a química do cérebro e outros fatores físicos estão envolvidos. Todavia, não raro se pode reduzir a depressão mediante a ajuda discernidora provida por outros.
As palavras de Kirsten nos lembram que, no mundo atual, não podemos esperar ficar alegres o tempo todo. A vida tem altos e baixos. E há ocasiões em que devemos ficar tristes, quando expressões de alegria são completamente inapropriadas. (Eclesiastes 3:1, 4; 7:2-4) Além disso, alguns talvez tenham de lutar contra a depressão, que pode ter muitas causas. No entanto, as promessas da Bíblia são muito consoladoras, e a sabedoria incomparável que encontramos nela pode ajudar-nos a evitar as muitas armadilhas que trazem infelicidade. Deus diz: “Quanto àquele que me escuta, residirá em segurança e estará despreocupado do pavor da calamidade.” — Provérbios 1:33.

É possível lidar com a depressão
A DEPRESSÃO é algo comum a todos. Quando ocorre apenas ocasionalmente, não é motivo de preocupação. Antes, é um indício de que se deve fazer algo de construtivo para dissipá-la. Estes breves períodos, em que talvez nos sintamos muito “abatidos”, não são normalmente a verdadeira depressão. Calamidades tais como o falecimento de um ente querido, a perda de emprego, reveses financeiros, acidentes, e assim por diante, costumam ser vencidas pela maioria num tempo relativamente curto. Mas, a alguns, causam verdadeira depressão.
Um artigo sobre a depressão, publicado na revista Science World de 16 de dezembro de 1975, citou o Dr. Nathan S. Kline, professor clínico de psiquiatria da Universidade de Colúmbia, na cidade de Nova Iorque, como dizendo que o sintoma mais comum de verdadeira depressão não é a própria depressão, mas anedonia (palavra derivada do grego), que ele define como sendo “ausência de alegria e prazer. A incapacidade de apreciar as coisas que realmente dão valor à vida”.
O artigo prossegue dizendo que a perda de interesse no comer, resultando em perda de peso, é um dos sintomas de depressão. A pessoa acha dificuldade em dormir, e, mesmo que passe a noite dormindo bem, ainda se sente cansada. Ele ou ela não consegue concentrar-se e perde a capacidade de trabalhar. Por outro lado, alguns dormem excessivamente, passando a maior parte de seu tempo na cama. Para eles, o sono torna-se uma fuga da vida.
Para combater a depressão, primeiro procure analisar os motivos de sua condição e examine seus sentimentos e motivações mais íntimos. Veja se a sua situação realmente é “tão ruim assim”, se as circunstâncias justificam seu sentimento de depressão. Também, visto que a depressão pode ter uma causa física, verifique se sofre dum distúrbio do metabolismo, de hipoglicemia, anemia, mononucleose, diabetes ou outra doença que talvez possa contribuir para a fraqueza e o desânimo. Veja quanto de sua depressão está na sua própria atitude mental e quais as influências que sofre, produzindo tal sensação de “abatimento”. Talvez verifique que está tendo uma reação de “escapismo” ou que, de maneira mórbida, até mesmo “goste” de seu estado deprimido — uma espécie de comiseração de si mesmo.
O QUE PODERÁ FAZER
O que poderá fazer, especialmente quando descobre que não há base clínica para a sua condição de depressão? Embora a psiquiatria talvez lhe possa dar ajuda em certos casos, a melhor e realmente duradoura ajuda pode ser obtida da Bíblia e da congregação cristã. Por quê? Porque Deus criou o corpo e a mente do homem, e conhece a constituição humana. O salmista disse: “Senhor, vós me perscruteis e me conheceis, sabeis quando me sento e quando me levanto, de longe penetrais os meus pensamentos. Vós examinais o meu caminhar e as minhas paradas, e todo o meu proceder vos é familiar.” (Sal. 139:1-3, Pontifício Instituto Bíblico) Portanto, o conselho de Deus é a melhor terapia mental.
Aquilo de que o deprimido tem mais necessidade, portanto, é a oração a Jeová Deus. Davi, servo de Deus, mais de uma vez esteve num estado muito deprimido, às vezes por causa de seus próprios erros, e outras vezes porque seus inimigos estavam prestes a sobrevir-lhe com a intenção de matá-lo. Nestas situações, ele sempre orava fervorosamente. Em certa ocasião, ele expressou seu desânimo no apelo que fez a Deus:
“Mostra-me favor, ó Jeová, pois estou definhando. Sara-me, ó Jeová, porque os meus ossos foram perturbados. Sim, a minha própria alma ficou muito perturbada; e tu, ó Jeová — até quando? Retorna deveras, o Jeová, socorre deveras a minha alma; salva-me por causa da tua benevolência. Porque na morte não há menção de ti; no Seol, quem te elogiará? Fatiguei-me com o meu suspiro; a noite inteira faço nadar o meu leito; faço transbordar o meu próprio divã com as minhas lágrimas.” — Sal. 8:2-6.
Sabemos, do registro bíblico, que Deus respondeu às orações de Davi e o fortaleceu, para prosseguir e realizar algo meritório. Mesmo quando achamos que nenhum humano entende, sabemos que Deus compreende. Ele diz a respeito de si mesmo: “Não se esquadrinha o seu entendimento. Ele dá poder ao cansado; e faz abundar a plena força para aquele que está sem energia dinâmica. . . . Os que esperam em Jeová recuperarão poder. Ascenderão com asas quais águias. Correrão e não se fatigarão; andarão e não se cansarão.” — Isa. 40:28-31.
O apóstolo Paulo aconselha: “Persisti em oração, permanecendo despertos nela com agradecimento.” (Col. 4:2) Mas, talvez se sinta vencido, parecendo que tudo recai sobre sua pessoa. Neste caso, lembre-se de Jonas, afundando no mar, com algas marinhas enroladas na cabeça. Sua ‘alma se debilitou’. Mas, ele orou. Mais tarde, ficou muito irado e deprimido por causa de sua própria atitude errônea. Achava que seria melhor morrer do que continuar a viver. Não obstante, ele orou. Em ambos os casos, ele foi liberto. — Jonas 2:5-7; 4:1-8.
Mas, talvez fique tão deprimido, que acha que não pode mais orar a Deus. Talvez pense que não está mais habilitado para se chegar a Deus. O apóstolo João escreveu para nosso consolo em tal situação:
“Por meio disso é que saberemos que nos originamos da verdade e asseguraremos os nossos corações diante dele quanto a tudo em que os nossos corações nos possam condenar, porque Deus é maior do que os nossos corações e ele sabe todas as coisas. Amados, se os nossos corações não nos condenarem, temos franqueza no falar para com Deus; e tudo o que pedimos, recebemos dele, porque estamos observando os seus mandamentos e estamos fazendo as coisas que são agradáveis aos seus olhos. Deveras, este é o seu mandamento, que tenhamos fé no nome do seu Filho Jesus Cristo e que estejamos amando uns aos outros, assim como ele nos deu mandamento.” — 1 João 3:19-23.
João nos diz ali que, quando nosso próprio coração parece condenar-nos, quando nos sentimos impróprios ou indignos de orar a Deus, Ele não pensa assim a nosso respeito. Deus pode ver e entender o sentimento tenebroso que temos. Ele sabe que não queremos estar nesta situação. Se nos apercebermos disso, venceremos nossas dúvidas ou nossos temores, e nos chegaremos a Deus, apresentando-lhe toda a nossa aflição. Ele ouvirá compadecido e agirá para equilibrar novamente as nossas idéias. — 1 João 4:17; 18:1; 1 Ped. 3:12.
Entretanto, se não conseguir orar, poderá receber ajuda por recorrer aos anciãos da congregação cristã. Tiago, meio-irmão de Jesus, nos diz: “Há alguém doente entre vós [em sentido espiritual]? Chame a si os [anciãos] da congregação, e orem sobre ele, untando-o com óleo em nome de Jeová. E a oração de fé fará que o indisposto fique bom, e Jeová o levantará. Também, se ele tiver cometido pecados, ser-lhe-á isso perdoado.” — Tia. 5:14, 15.
Além da oração, obtenha da Palavra de Deus sabedoria equilibrada e consolo, por lê-la e meditar sobre ela diariamente. Se não sentir vontade de ler, peça que alguém leia para você. A palestra sobre o que se lê o animará grandemente. — Jos. 1:8; Sal. 63:6, 7; 77:12.
EXIGE ESFORÇO
Em tudo isso, também precisa ter a atitude de querer restabelecer-se da sua depressão. Até mesmo com a ajuda e as orações de outros, você mesmo precisa fazer algum esforço em harmonia com a fé. Jesus disse a Pedro, predizendo a então futura negação de Pedro a seu respeito e o estado de extrema depressão em que Pedro se sentiria depois: “Tenho feito súplica por ti, para que a tua fé não fraquejasse; e tu, uma vez que tiveres voltado, fortalece os teus irmãos.” (Luc. 22:32; veja Lucas 22:54-62.) Pedro tinha de ter também compaixão com seus irmãos cristãos, os quais, após a morte de Jesus, precisavam de encorajamento e ajuda, e ele tinha de ter o desejo de ajudá-los. O interesse nos outros é uma das maiores ajudas para se vencer a depressão. Pense naqueles que lhe são achegados, considere suas necessidades e a responsabilidade que tem para com eles. Até certo ponto, eles também sofrem assim como você, por causa de sua depressão. Pense em quão felizes eles se sentirão quando você se restabelecer de seu estado deprimido.
Nunca deve achar que seu caso é diferente de todos os demais, e que seu fardo, não importa qual seja, é mais do que pode agüentar. Não pense que é impossível enfrentar a situação com a esperança de sair-se vitorioso. O apóstolo Paulo descreveu uma situação que o deprimia profundamente. “No distrito da Ásia”, disse ele, “estávamos sob extrema pressão, além de nossa força, de modo que estávamos muito incertos até mesmo quanto às nossas vidas. De fato, sentimos em nosso íntimo que tínhamos recebido a sentença de morte. Isto se deu para que tivéssemos confiança, não em nós mesmos, mas no Deus que levanta os mortos.” (2 Cor. 1:8, 9) Paulo assegurou aos cristãos coríntios, que também suportavam sofrimentos, que sua tribulação não era impossível de suportar: “Não vos tomou nenhuma tentação exceto a que é comum aos homens. Mas Deus é fiel, e ele não deixará que sejais tentados além daquilo que podeis agüentar, mas, junto com a tentação, ele proverá também a saída, a fim de que a possais agüentar.” (1 Cor. 10:13) Não há situação da qual Deus não nos possa restabelecer, se expressarmos fé.
Mesmo se achar que ninguém mais entende a sua situação — se se sentir abandonado por todos, console-se com as palavras de Davi: “Caso meu próprio pai e minha própria mãe me abandonassem, o próprio Jeová me acolheria.” (Sal. 27:10) Naturalmente, seus irmãos na congregação cristã não vão abandoná-lo. De fato, o conselho deles, às vezes, pode parecer-lhe fora de propósito — mostrar falta de entendimento de como se sente. Talvez pareçam firmes demais, na sua tentativa de incitá-lo a fazer alguns esforços para você ajudar a si mesmo. Mas, lembre-se de que eles procuram ajudá-lo, e você, no seu estado deprimido, está inclinado a se ofender com mais facilidade. Escute o que eles têm a dizer, reconhecendo o interesse deles, e faça o que puder segundo as sugestões deles.
Além disso, faça todo o empenho para associar-se com concristãos. Eles têm o espírito de Deus e podem estimulá-lo ao amor e a obras excelentes. Onde está o espírito de Jeová, ali há liberdade — está livre da servidão à opressão. (Heb. 10:24; 2 Cor. 3:17) Evite isolar-se. (Pro. 18:1) Convide seus amigos a que o visitem. Assista às reuniões cristãs. — Heb. 10:25.
Visto que a depressão é um estado em que há falta de alegria, quem está deprimido precisa tentar sentir alegria com as coisas que tem e sente. Reflita sobre as coisas pelas quais deve ser grato e alegre; rejeite pensamentos negativos e mórbidos. (Fil. 4:8) Isto o ajudará a evitar os males que podem ser causados pela depressão, ou, se estiver deprimido por padecer de algum mal, esse pensamento sadio pode aliviar-lhe o sofrimento. Talvez lhe ajude passar alguns dias ou semanas num ambiente diferente — em algum lugar agradável, onde não é constantemente lembrado das coisas associadas com a sua dificuldade. É reconhecido em círculos médicos que “o coração alegre faz bem como alguém que cura, mas o espírito abatido resseca os ossos”. Também é verdade que “o coração alegre tem bom efeito sobre o semblante, mas por causa da dor de coração há um espírito abatido”. — Pro. 17:22; 15:13.
OS OUTROS PRECISAM SER LONGÂNIMES PARA COM OS DEPRIMIDOS
Os parentes e amigos precisam lembrar-se de que a pessoa deprimida tem dificuldade em ajudar a si mesma. É também importante ser paciente, não se devendo achar que o deprimido procura ser birrento e irritante para com os outros. Sempre fale com bondade e amor. Há ocasiões, porém, em que talvez precise falar com firmeza, para convencer o deprimido da necessidade de se esforçar.
Os que são da congregação cristã devem fazer todo o possível para consolar e ajudar o desalentado. Use de bom senso com respeito a quando e quantas vezes o deve visitar, mas não fique desanimado se os seus esforços não produzirem logo frutos. Não desista da pessoa, como estando além de ajuda. Havia pessoas deprimidas na primitiva congregação cristã, o que motivou o apóstolo Paulo a escrever: “Exortamo-vos, irmãos: admoestai os desordeiros, falai consoladoramente às almas deprimidas, amparai os fracos, sede longânimes para com todos”, e, “endireitai as mãos pendentes e os joelhos debilitados”. — 1 Tes. 5:14; Heb. 12:12.
Toda pessoa, no seu próprio coração, quer ser feliz. Se reconhecermos este fato, seremos compassivos com aquele que é infeliz, reconhecendo que há um obstáculo, bem real para aquela pessoa, que se lhe interpõe no caminho. Com o profundo desejo de ajudar, procuraremos descobrir, se possível, qual é este obstáculo, e fazer todo o possível para lhe restabelecer a felicidade. Por outro lado, a pessoa infeliz e deprimida precisa fazer empenho para ter um estado mental feliz, aceitando a ajuda no espírito em que é oferecida e fazendo esforço para se restabelecer, primeiro por meio da oração, e depois fazendo o que se acha ser necessário.

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